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São Vicente - Mais adesões à greve do funcionalismo

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2015-11-09 -19:21

São Vicente - Mais adesões à greve do funcionalismo

O prefeito de São Vicente, Luis Cláudio Bili (PP), disse à imprensa, na manhã desta segunda-feira (9), que não garante o pagamento do 13º salário dos servidores municipais e que cortará o ponto dos funcionários que não estão trabalhando. Disse mais, que o principal culpado pela crise que se agrava a cada dia na cidade, é o legado deixado por outras administrações.

Em greve há uma semana devido ao atraso nos pagamentos, os servidores que são contra o escalonamento colocado em prática pelo prefeito, garantem que só voltam a trabalhar quando os salários forem depositados.

Após falar com a imprensa, Bili se reuniu com os representantes do Sindicato dos Servidores de portas fechadas. Ao final do encontro, a informação dos sindicalistas foi a greve continuará até que os débitos com os servidores sejam quitados. E caso haja novo escalonamento, entrarão em greve novamente.

A culpa é deles - Numa clara alusão aos governos anteriores (Tércio Garcia e Marcio França, esse último, atual vice-governador), Bili entende que o principal culpado pela crise que assola a cidade é o legado deixado pelas administrações anteriores e que quando assumiu a prefeitura não sabia que a dívida era tão grande e a situação tão grave. Eximindo-se de culpa, o prefeito disse que São Vicente não foi fundada em janeiro de 2013 quando ele assumiu.

Sem 13° - A situação é tão grave que Bili disse que não tem condições de garantir o pagamento do 13º. “A nossa esperança é que ele seja pago no dia 20 de dezembro, como o programado, mas não posso garantir, porque a situação deve se manter até janeiro do próximo ano”.

Ele que no início estava irredutível, ao final do encontro com a liderança sindical, aceitou negociar a proposta apresentada pelos servidores, de gerar uma comissão que pudesse estudar uma reestruturação da Caixa de Saúde e Pecúlio, uma das reivindicações da categoria. 

Continua - Bili, falou que os salários dos servidores municipais continuará escalonado em dezembro, e, talvez, em janeiro. Além disso, voltou a afirmar que o ponto dos grevistas será cortado. O prefeito acredita que, mesmo sem pagamento, os funcionários devem voltar a trabalhar com o incentivo de "não piorar a situação da cidade".

Saúde - Os servidores também pedem a saída do superintendente da Caixa de Saúde e Pecúlio dos Servidores Municipais de São Vicente, Hélio da Costa Marques.

Segundo dirigentes sindicais da categoria, a Caixa de Saúde recebeu, nos últimos 40 dias, R$ 2,4 milhões, mas hospitais continuam sem realizar atendimentos de emergência a servidores. Eles eram atendidos pela Santa Casa de Misericórdia de Santos e Hospital Frei Galvão, também em Santos. O prefeito Bili disse que vai manter o superintendente no cargo e deu um prazo de 15 dias para que ele resolva a situação e regularize o atendimento e que em até três dias, a situação com o Hospital Frei Galvão será contornada para que os servidores voltem a serem atendidos.

Mais greve - A situação pode piorar para a população vicentina, pois os médicos também estão em greve, realizando apenas atendimentos de emergência. Os médicos, em estado de greve a partir de hoje (segunda-feira) prometem entrar em greve nesta terça-feira (10). O prefeito, naturalmente criticou a posição dos médicos, alegando que, mesmo com os cortes, em razão da crise, paga uma gratificação acima das gestões anteriores. 

Contra atraso salarial e suspensão de benefícios, entram em greve nesta terça (10), por tempo indeterminado, os 1.250 empregados da Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi). A categoria protestará ainda contra o corte do tíquete-alimentação, vale-transporte, suspensão dos depósitos do fundo de garantia (FGTS), de parcelas do empréstimo consignado e liberação do Pis Pasep.

Serão paralisados os serviços de varrição de praias, passeios, ruas, avenidas, praças, limpeza de canais, galerias pluviais, recolhimento de entulhos, cata trecos, tapa buracos e reparos em próprios municipais etc.

Voltar ao trabalho – Por decisão da Vara da Fazenda do município, 70% dos servidores das unidades de Educação e Saúde, e 30% dos demais setores devem voltar ao trabalho. Embora reconheça o direito de greve, o juiz Fábio Francisco Taboada, por essa razão deferiu, apenas em parte, a ação impetrada pela Prefeitura, determinando percentual que possibilite o funcionamento dos  setores. (Fotos: Divulgação)