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São Vicente, uma greve atrás da outra

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2015-11-11 -03:32

São Vicente, uma greve atrás da outra

A greve dos servidores públicos no litoral de São Paulo, foi encerrada na tarde desta terça-feira (10). Os trabalhadores retornam ao trabalho após o pagamento da última categoria, de acordo com o cronograma organizado pela prefeitura.

A greve dos servidores públicos de São Vicente foi encerrada na tarde de ontem (terça-feira, mas os funcionários da Codesavi – Companhia de Desenvolvimento de São Vicente,  prosseguem com a paralisação em virtude de atraso do pagamento de salários.

Fim da greve – Parados há uma semana, os servidores encerram a greve na tarde desta terça-feira (10), logo após a Prefeitura ter realizado o pagamento dos últimos salários com base no escalonamento programado pelo prefeito Luiz Cláudio Bili (PP). A assembleia que decidiu pelo retorno às atividades foi realizada em frente ao Paço Municipal, sob a coordenação do Sindserv-Sindicato dos  Servidores Públicos Municipais.

Nesta mesma data, a Vara da Fazenda Pública de São Vicente tinha determinado o retorno de 70% dos servidores de todas as unidades de saúde e ensino e de 30% dos demais setores da Administração Municipal da cidade, mas nem foi preciso o cumprimento dessa ordem, diante do resultado da assembleia.

O retorno ao trabalho, no entanto, não é a garantia de dias tranquilos entre a Administração e os servidores, pois a categoria é contra o escalonamento programado pelo prefeito Bili, que deve ocorrer novamente em dezembro e com o risco de não haver pagamento do 13º.

 Além do constante atraso nos pagamentos e os escalonamentos, os servidores pedem a saída do superintende da Caixa de Saúde e Pecúlio, Hélio Costa, e um novo modelo de gestão para o órgão. Por isso decidiram pela criação de uma comissão formada por representantes das secretarias de Fazenda e da Administração e do Sindicato para estudara reforma administrativa da Caixa.

O Sindserv pretende ainda nesta semana, uma assembleia para avaliar a greve e rever estratégias de manifestações para  colocar um fim no escalonamento montado pelo prefeito.

Codesavi – Na empresa, a greve chegou ao segundo dia de paralisação. No último encontro com a direção da Condesavi, os trabalhadores rejeitaram proposta da empresa para retorno ao trabalho, que eram a garantia do pagamento dos salários atrasados dos 950 empregados diretos nesta quinta-feira (12). E os salários dos 300 comissionados, agora atrasados há quatro meses, a Codesavi prometeu pagar em dezembro, mas sem especificar o dia do mês. O pagamento deveria ter sido depositado na segunda (9), quinto dia útil.

Entre os problemas enfrentados pelos funcionários está a suspensão dos planos de saúde e odontológico e o tíquete alimentação. A reunião do prefeito Luís Cláudio Bili (PP) com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracomos), Macaé Marcos Braz de Oliveira, na tarde de segunda-feira (9), não avançou. Assim, sem novidade, os 1.250 empregados continuam em greve, por tempo indeterminado. Enquanto isso a sujeira está tomando conta das ruas da cidade. (Fot> Divulgação)