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Policia Militar sai de dentro da Usiminas e surpreende manifestantes

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2015-11-12 -02:56

Policia Militar sai de dentro da Usiminas e surpreende manifestantes

O sol nem tinha raiado na quarta-feira (11), quando sindicalistas chegaram ao portão principal da Usiminas, em Cubatão, na expectativa de realizarem uma assembleia com os trabalhadores da empresa.

Pouco tempo depois, por volta das 5h45, os manifestantes foram surpreendidos por um capitão da PM com a informação que por decisão judicial, caso houvesse bloqueio nos portões da empresa, os policiais militares, agiriam, inclusive com rigor, se a decisão não fosse acatada. O capitão se referia a liminar em favor da Usiminas, expedida pelo juiz Athanasios Avramidis da 1ª Vara do Trabalho de Cubatão, no início da noite do dia anterior, fato até então desconhecido pelos sindicalistas. A liminar orientava que os manifestantes deveria ficar a uma distância segura, sem no entanto, esclarecer qual seria a distância.

Confronto – Por volta das 6h50, quando os manifestantes tentaram conversar com os trabalhadores dentro dos ônibus que já se aproximavam do portão de entrada da siderúrgica, começou o confronto. Parecia a luta de Davi contra Golias. De repente, surgiram os policiais vindos do interior da empresa (segundo trabalhadores, os  PMs já estavam na empresa onde chegaram na noite de terça-feira.

De um lado os sindicalistas com bandeiras, do outro, policiais armados e com spray de pimenta e bombas de efeito moral. A dispersão, diante do aparato policial, foi inevitável. Algumas pessoas passaram mal, três foram presas, os sindicalistas Eliezer Cunha e Claudinei Gatto, ambos diretores da Intersindical e o jornalista Victor Martins, liberados algumas horas depois.

Apoio – Os manifestantes, sindicalistas representantes de centrais sindicais rumaram para a Prefeitura de Cubatão, onde servidores municipais e a prefeita Marcia Rosa (PT) que decretou ponto facultativo às 11h, comerciantes fecharam as portas,  e representantes dos mais diversos segmentos da sociedade.

“Não vamos parar enquanto não vencermos. A força do Município, Estado e União juntos podem reverter a situação, sim!". A afirmação é da prefeita de Cubatão, Marcia Rosa, em protesto contra o anúncio da siderúrgica Usiminas de demitir milhares de funcionários de sua unidade no município.

A manifestação começou em frente à usina, às 5h30, e seguiu para a entrada da Prefeitura, terminando com uma passeata pelo centro, às 13h30. Cerca de 3,5 mil pessoas participaram do ato. Comerciantes, em apoio e, na Prefeitura, foi decretado ponto facultativo para que os servidores pudessem se unir ao protesto. Por volta das 13h30, os manifestantes saíram em passeata, em direção ao centro da cidade.

Os sindicalistas se reúnem, ainda nesta semana, para decidirem nova manifestação.

(Foto: Aderbau Gama/PMC