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Nicolaci articula mobilização em favor da ligação seca entre Santos e Guarujá

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2016-02-17 -00:43

Nicolaci articula mobilização em favor da ligação seca entre Santos e Guarujá

Promover uma mobilização geral entre os políticos de toda a Baixada Santista, com objetivo de finalmente tornar realidade o projeto de ligação seca entre Santos e Guarujá - que está paralisado desde o ano passado por conta do contingenciamento de recursos federais (R$ 1,3 bilhão) necessários para iniciar a obra. Esse tem sido o objetivo do presidente da Câmara Municipal de Guarujá, Ronald Nicolaci Fincatti (foto) e do atual presidente da União dos Vereadores da Baixada Santista (Uvebs), Douglas Gonçalves. Juntos, eles têm percorrido os legislativos de todas as cidades da região, em busca de apoio político para pressionar as autoridades estaduais e, principalmente, as federais para garantir a viabilização do projeto (aguardado desde 2010). 

Somente nesta quarta-feira (17), eles estiveram em São Vicente (onde foram recebidos pelo presidente do legislativo, Alfredo Moura), Praia Grande (onde foram recebidos pelo presidente Roberto Andrade e Silva, o Betinho), Mongaguá (recebidos pelo presidente Antonio Eduardo dos Santos, o Baianinho), Itanhaém (recepcionados pelo vice-presidente do legislativo, Cicero Cassimiro, o Caculé) e Peruíbe (onde foram atendidos pelo presidente Rafael Vitor de Souza). O secretário-executivo da Uvebs, Pedro Garófalo, também participou dos cinco encontros realizados.

"Em todas essas reuniões, expusemos a necessidade de nos unirmos em torno dessa questão que, a meu ver, está esbarrando, sobretudo, em disputas políticas, nas esferas estadual e federal, sem contar as questões locais, relacionadas especialmente a desapropriações de imóveis e assuntos correlatos, que também são alvo de resistências e dificultam todo esse processo", disse Nicolaci. Para ele, somente através de uma atuação metropolitana será possível vencer esses entraves. Por isso, pretende ainda visitar outras casas legislativas, a exemplo de Cubatão e Bertioga, e procurar todas as autoridades vinculadas à iniciativa.

Nicolaci conta que quando esteve reunido com a presidente da Dersa, Laurence Casagrande, foi informado sobre a necessidade de um aporte federal, da ordem de R$ 1,3 bilhão, que o Estado de São Paulo pleiteia para complementar a verba necessária para o projeto. "Está dependendo apenas disso para que seja publicado um novo edital de licitação. Portanto, o momento é de agirmos. No mais, essa liberação de verba continuará sem previsão".

Contingência - Ainda segundo informado pelo presidente da Dersa, desde o ano passado a liberação do pedido desse financiamento junto ao BNDES é aguardada pelo Governo do Estado. Porém, está atrelada à análise técnica e à autorização superior da inclusão de operações de crédito na Revisão do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal. Ou seja, a liberação do dinheiro está na pendência de análise do Governo Federal, que tem feito contingenciamento de recursos em razão da crise econômica.

Financiamento - O investimento total previsto para o túnel é de R$ 3,2 bilhões, a serem cobertos com financiamento de R$ 2,3 bilhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e aporte de R$ 900 milhões do Estado. O BNDES já liberou R$ 938 milhões, faltando o montante de R$ 1,3 bilhão que o Estado pleiteia para complementar a verba. 

Atualmente, a Dersa realiza a revisão e detalhamento do conteúdo do projeto de engenharia do túnel submerso. O trabalho compreende a execução de ajustes nos projetos de escavação das paredes diafragma e nas fundações e escoramento da doca seca. Mas sem prazos de execução de qualquer serviço. (Divulgação/CMG)