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Greve em terceirizada da Petrobras completa 16 dias

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2016-03-02 -22:36

Greve em terceirizada da Petrobras completa 16 dias

Completou 16 dias, nesta quarta-feira (02), a greve dos 220 operários da empreiteira MCE Engenharia, que presta serviços à Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC Petrobras). A paralisação foi mantida em assembleia, às 8 horas, diante do portão 1 da refinaria.

Ainda pela manhã, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial, Macaé Marcos Braz de Oliveira, participou de mesa-redonda, na gerência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em São Paulo, sobre o assunto.

Amanhã (quinta-feira (3), às 14h, o sindicalista participará de audiência, no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Santos, também sobre a greve contra atraso de pagamento da participação nos lucros ou resultados (PLR) e do 13º salário de 2015.

O procurador Augusto Grieco Sant’Anna Meirinho quer saber da Petrobras
“sobre as imputações que lhe são atribuídas de culpa ‘in vigilando’ na
execução do contrato administrativo no que tange aos direitos fundamentais
dos trabalhadores”.

O procurador do MPT decidiu convocar a empresa MCE para firmar termo de ajuste de
conduta. A intervenção foi requerida por Macaé. Também estão atrasadas as
quitações do adicional de férias e de verbas rescisórias após cumprimento de
aviso-prévio. As assembleias têm sido diárias.

Créditos bloqueados - A Justiça do Trabalho de Cubatão bloqueou eventuais créditos da empreiteira MCE na RPBC. A juíza da segunda vara, Ana Lúcia Vezneyan, concedeu medida cautelar inominada requerida pelo Sintracomos.

“Os documentos apresentados apontam a presença dos requisitos da ‘fumaça do
bom direito’ e do ‘perigo da demora’, razão pela qual defiro a medida
cautelar”,
diz a decisão da juíza.

A juíza Ana Lúcia Vezneyan já havia determinado no último dia 23, expedição de mandado intimando a Petrobras a colocar à disposição da justiça os créditos que a ré possui. A empreiteira teve dez dias para se defender. (Foto: Joca Diniz)