Jornal Espaço Aberto

Página Inicial

Notícias

Constantino e Roberto de Jesus saem do PMDB

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2016-03-16 -23:34

Constantino e Roberto de Jesus saem do PMDB

Os vereadores, Manoel Constantino dos Santos e o Roberto de Jesus, da Câmara de Santos,  deixaram nesta quarta-feira (16), o PMDB. Constantino deve ingressar no PSD, que tem como presidente o empresário Marcelo Teixeira. Já Roberto de Jesus deve ingressar no PRB, ligado à Igreja Universal e que na região é controlado pelo deputado federal Beto Mansur. Roberto de Jesus é pastor da Universal. Manoel Constantino é presidente da Câmara.

Com a saída de Constantino e o do pastor, a representação do PMDB na Câmara de Santos fica restrita ao vereador Antonio Carlos Banha Joaquim. Filiado há 30 anos, Banha disse que não tem intenção de deixar o PMDB, no qual ingressou pelas mãos do ex-prefeito Oswaldo Justo.

Banha acrescentou que seguindo orientação da Executiva estadual, o partido está coligado com o PSDB para as eleições de outubro próximo.

A justificativa para a saída de Constantino e Roberto de Jesus seria o receio dos parlamentares em ingressar no bonde do “VLT” do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), como vem sendo chamada a ampla coligação entre PSDB e PMDB. O receio é que, com as mudanças na legislação, não conseguissem os votos suficientes à reeleição, tendo em vista que somente o PSDB já conta com sete vereadores: Ademir Pestana, Carlos Teixeira Filho, o Cacá; Geonísio Aguiar, o Boquinha, Jorge Vieira, Carabina; José Lascane, Sadao Nakai e Sandoval Soares.

Nos meios políticos, a grande dúvida é se o prefeito Paulo Alexandre Barbosa – que disputará a reeleição – vai abrir mão de 8 minutos do tempo de televisão do PMDB para seguir com chapa pura, como defendem alguns tucanos de alta plumagem e a bancada tucana.

Resta saber ainda se Banha, o último remanescente da sigla com mandato será guindado à vice na chapa de Paulo Barbosa, na disputa pela reeleição à Prefeitura.

A saída de Constantino e Roberto de Jesus é vista também como o afundamento de toda a esquadra do PMDB que já comandou Santos, com Oswaldo Justo na Prefeitura (1984-1988) e João Paulo Tavares Papa (2005-2008 e 2009-2012).

Papa, contudo, ao deixar a Prefeitura, pulou do barco do PMDB para o ninho tucano, onde foi se aquecer. O gesto que foi comparado ao do ex-comandante do Transatlântico Costa Concórdia, Francesco Schettino, que abandonou o navio, ao encalhar diante da Ilha de Giglio, na Itália, em janeiro de 2012, deixando mortos e feridos.(Foto: Arquivo/EA)