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Continua greve na Cursan

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2016-04-18 -17:35

Continua greve na Cursan

Problemas com vale-refeição, vale-transporte, adicionais de trabalhadores em férias, cesta básica, cartão cidadão e plano de saúde motivam a continuidade da greve dos 570 empregados da Companhia Cubatense de Urbanização e Saneamento (Cursan), empresa de economia mista controlada pela Prefeitura de Cubatão.

Em assembleia na manhã desta segunda-feira (18), diante do paço municipal, os trabalhadores mantiveram a paralisação, iniciada na quarta-feira (13),por causa de salários e benefícios atrasados. Os salários foram pagos na quinta-feira (14), mas os benefícios continuam atrasados e o plano de saúde, em risco de corte.

Amanhã (terça-feira, dia 19), às 19h, o pessoal participará de nova assembleia conjunta dos sindicatos dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos) e dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação (Sindilimpeza). A assembleia será também diante da prefeitura.

Segundo o presidente do Sintracomos, Macaé Marcos Braz de Oliveira, as
mensalidades da empresa com o plano de saúde da Santa Casa estão atrasadas e
os trabalhadores temem ficar sem atendimento médico, ambulatorial e hospitalar. Na manhã desta segunda-feira, a Cursan não deu  resposta aos sindicatos.

Outra greve – Na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC Petrobras), os 240 empregados da Tomé Engenharia, subempreiteira da Tecnip , entraram em greve nesta segunda (18). Esta paralisação foi aprovada na última quarta-feira ((13), em assembleia do Sintracomos, por sérios problemas no plano de saúde Mapfre, que substituiu a Unimed.

O presidente do sindicato, Macaé Marcos Braz, lembra que, quando a Tomé tinha de 4 a 5 mil trabalhadores na refinaria, a Unimed “gostava da carteira. Quando foi caindo o número de empregados, ela não quis mais”. Segundo o sindicalista, a subempreiteira tem hoje apenas 350 empregados, sendo 110 afastados por questões de saúde. “E aí reside o problema”, diz Macaé explicando que o plano Mapfre “não atende direito na baixada santista e que o departamento de recursos humanos da Tomé acaba sendo o responsável pelo cadastramento de médicos”.

Absurdo - “Isso jamais poderia dar certo, até porque a maioria dos profissionais de saúde não quer prestar serviços a esse plano, argumentando que ele paga mal. A situação é tão grave, que, dia desses, um operário apareceu na subsede do sindicato, em Cubatão, saído há poucos dias de uma cirurgia, com pontos e sangramento na barriga” destaca o sindicalista, revelando que muitos trabalhadores e familiares dependentes, alguns com doenças graves, esperam o início de tratamentos e cirurgias que o plano não oferece.

A greve na Tomé Engenharia é também contra condições de trabalho ruins, falta de equipamentos de segurança e acúmulos de funções que obrigam o pessoal a trabalhar além de suas possibilidades, reclama Macaé, o presidente do Sintracomos.

(Fotos: Vespasiano Rocha /Sintracomos)