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Continuam as paralisações na Codesavi, Cursan e Potencial

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2016-05-12 -11:51

Continuam as paralisações na Codesavi, Cursan e Potencial

Assembleias do pessoal da Codesavi e Potencial, na manhã desta quarta-feira,
em fotos de Vespasiano Rocha

São Vicente - Continua a greve dos 1.250 empregados da Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi), empresa de economia mista controlada pela prefeitura. Em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), na manhã desta quarta-feira (11), a categoria manteve a greve decretada no último sábado (7).

A greve deve-se ao atraso da cesta básica, desde 10 de abril, vale-transporte dos ônibus da empresa Piracicabana e os direitos de quem saiu de férias neste mês de maio também estão atrasados. Nesta quinta-feira (12), às 9h, o presidente sindicato, Macaé Marcos Braz de Oliveira, fará nova assembleia, na Praça 22 de Janeiro, ao lado da Biquinha.

Cubatão - Os 120 operários da empreiteira Potencial, que presta serviços à Refinaria
Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC), também continuam em greve, contra os salários atrasados de abril. Eles paralisaram os serviços na segunda-feira (9). Nesta quinta (11), às 7h, eles farão nova assembleia, no portão 10 da RPBC, com a diretoria do Sintracomos.

O presidente do sindicato, Macaé Marcos Braz, lamenta “o descaso com os trabalhadores”. Segundo ele, os salários deveriam ter sido pagos na semana passada. (Foto: Vespasiano Rocha/Sintracomos)

Câmara de Cubatão apóia trabalhadores da Cursan

Vereadores convidarão prefeita Márcia Rosa e presidente da companhia municipal para audiência na Câmara, nesta quarta-feira

Se a prefeita Márcia Rosa (PT), de Cubatão, precisar de aporte financeiro orçamentário ou linha de crédito para solucionar os problemas trabalhistas da Companhia Cubatense de Urbanização e Saneamento (Cursan), pode contar com os 11 vereadores da câmara municipal.
Na sessão ordinária desta terça-feira (10), a unanimidade deles apoiou a luta dos 570 empregados da empresa de economia mista controlada pela prefeitura, que estão em greve, desde segunda-feira (9), contra os salários atrasados de abril.

Os parlamentares receberam os presidentes dos sindicatos dos trabalhadores na construção civil (Sintracomos) e nas empresas de asseio e conservação (Sindilimpeza), Macaé Marcos Braz de Oliveira e Paloma Santos, que representam os empregados da Cursan.

O presidente da câmara, Aguinaldo Araújo (PDT), comprometeu-se a convidar oficialmente a prefeita e o presidente da companhia, Almir da Silva Moura, para uma reunião, às 15 horas de hoje, quarta-feira (11), com os vereadores.

Aguinaldo disse aos sindicalistas, perante comissão de trabalhadores eleita em assembleia, que os parlamentares estão dispostos a aprovar também contratos de prestação de serviços que a Cursan porventura possa prestar na cidade.
“Conseguimos todo apoio do legislativo para sanar os problemas da empresa, evitando que os trabalhadores sejam prejudicados não apenas com salários e benefícios em constantes atrasos, mas principalmente com desemprego”, disse Macaé, ao fim da reunião.

Hoje, quarta-feira (11), a categoria participará de nova concentração, diante do paço municipal, a exemplo do que aconteceu na segunda e terça-feira (9 e 10), para sensibilizar as autoridades. Depois, a comissão acompanhará a possível reunião da prefeita com os vereadores.

Macaé mandou ofício a Márcia Rosa, Almir Moura e Aguinaldo Araújo, propondo que cheguem a consenso, na reunião, para evitar novos problemas trabalhistas na Cursan. A empresa garantiu aos sindicalistas que pagará os salários de abril nesta quarta-feira (11).

Parque industrial

Assembleia hoje,

4ª-feira, às 18 horas

Empreiteiras oferecem reajuste salarial de aproximadamente 7% e propõem negociações das demais cláusulas conforme as áreas.

Quase 5 mil operários representados pelo sindicato dos trabalhadores na construção civil, montagem e manutenção industrial (Sintracomos) estão convocados para assembleia, às 18 horas desta quarta-feira 11, na subsede de Cubatão, na Avenida Joaquim Miguel Couto, 337.

Em números aproximados, são 4.910 trabalhadores, distribuídos em 44 empreiteiras contratadas por 14 empresas. Com data-base em maio, eles conhecerão a contraproposta patronal para renovação de convenção e acordos coletivos de trabalho.

A quarta rodada de negociações foi na sexta-feira (6), quando os representantes das empreiteiras insistiram em acordos separados por ‘sites’ ou plantas, como eles chamam as empresas contratantes.

Nessa reunião, os prepostos das terceirizadas ofereceram reajuste salarial conforme o INCC (índice nacional da construção civil) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) da data-base de maio.

Esse percentual, ainda não apurado, deverá ser de 7,19%. Conforme eles propõem, o índice não seria aplicado nos benefícios de forma linear, mas sim conforme o ‘site’ ou planta.

O presidente do sindicato, Macaé Marcos Braz de Oliveira, diz que “a campanha é conjunta, as assembleias também são e o índice tem que ser linear, igual para todos”.

As reivindicações, entre elas a correção salarial de 15%, aplicada sobre os benefícios, foram aprovadas em assembleia no dia 10 de março.

Aqui, as empresas, as empreiteiras em cada uma e o número de trabalhadores.

Projeto VLI Tiplam Ultrafértil Porto, cinco empreiteiras, 1.500 trabalhadores. RPBC, dez, 1.300. Vale Fertilizantes, dez, 600 *. Carbocloro, duas, 400. Anglo American, sete, 300. Vopak, uma, 200. Ultracargo, uma, 150. Transpetro Pilões, uma, 100. Ypiranga Pedreira Pilões, uma, 100. Petrocoque, uma, 60. Braskem, uma, 50. Dow Química, uma, 40. Transpetro Alemôa, duas, 80. Columbian, uma, 30.

* Terá parada de 30 dias com 400 operários.