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Continuam greves na Codesavi (SV) e parcial nas empreiteiras de Cubatão

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2016-05-18 -23:36

Continuam greves na Codesavi (SV) e parcial nas empreiteiras de Cubatão

Os 1.250 empregados da Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi), empresa de economia mista controlada pela prefeitura, entraram, nesta quarta-feira (18), no 12º dia de greve. Em assembleia hoje nesta manhã, na Praça 22 de Janeiro, ao lado da Biquinha, embaixo de chuva, eles não aceitaram receber o vale-alimentação atrasado desde 10 de maio, apenas no dia 30.

A assembleia também não concordou com o recebimento da cesta-básica de 25 de maio somente em 10 de junho. Eles querem ainda a solução de problemas relacionados ao empréstimo consignado. Liderada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), Macaé Marcos Braz de Oliveira, a assembleia voltará a se reunir, nesta quinta-feira (19), às 8 horas.

Cubatão - Até às 10 horas da manhã desta quarta-feira (18), cerca de 3 mil, do total
de 5 mil operários terceirizados nas indústrias de Cubatão, haviam retornado ao trabalho. A categoria iniciou greve às 7 horas, decretada na noite de terça-feira
(17), no Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos).

O pessoal não aceitava o reajuste de aproximadamente 7% nos salários e o congelamento dos valores de benefícios como vale-refeição e participação nos
lucros ou resultados (plr).

Diante disso, as empreiteiras mais importantes ofereceram, durante a madrugada e início da manhã, reajuste de 10%, aplicado aos benefícios, e ‘PLR’ correspondente a 1,3 salário.
O maior número de trabalhadores que retornou às atividades, cerca de 2 mil, foi no Projeto VLI Tiplam Ultrafértil Porto, onde atuam as empreiteiras Motecalm, Engelt, Upe, Grn e Monteiro de Castro. Na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC Petrobras), perto de 460 empregados das empreiteiras Tomé, Método Potencial e Marte Engenharia suspenderam a paralisação pelos mesmos valores.

Na empresa Vale Fertilizantes, onde dez empreiteiras trabalham com 600 homens, a R. Franco, com 200, fez o mesmo acordo. A Alfatec, com 100 empregados, fez a mesma coisa na Ypiranga Pedreira Pilões.

O presidente do sindicato, Macaé Marcos Braz de Oliveira, acredita que, as demais empreiteiras do polo industrial irão à subsede do sindicato em Cubatão assinar os mesmos acordos. “Foi uma grande vitória da categoria, que não se curva às explicações inconsistentes das empresas de que faltam recursos para acordos satisfatórios”, diz o sindicalista.

Ele explica que a diferença de 3% entre o que as empreiteiras ofereciam e o que passaram a oferecer, após a greve, “conta muito no bolso do trabalhador”.
“Além disso”, finaliza Macaé, “a categoria quebrou a intransigência patronal
de congelar os benefícios e questionar a ‘PLR’. Foi uma curta, mas grande
luta, com certeza”.
(Fotos: Joca Diniz (Codesavi) e Leandro César Costa (Vli Tiplan)