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Estivador protestou no cais agora à noite

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2016-09-20 -22:50

Estivador protestou no cais agora à noite

Categoria paralisou o trânsito na Av. Portuária, das 19h30 às 21h30,
diante do terminal BTP. E estará no mesmo local, às 13h30 desta
quarta-feira.

O Sindicato dos Estivadores de Santos paralisou o trânsito na Av. Portuária, na noite desta terça-feira (20), na altura do cais do Valongo e Saboó. Em greve desde a manhã de segunda-feira (19), a categoria já havia feito um protesto à tarde, das 14h30 às 16h, no mesmo local, diante do terminal de contêineres BTP. Isso porque a empresa vem boicotando a greve com a utilização de mão de obra alheia à estiva, inclusive tripulantes estrangeiros de navios atracados naquele ponto.

O presidente do sindicato, Rodnei Oliveira da Silva ‘Nei’, convoca os
estivadores avulsos e vinculados para se dirigirem ao local, por meio das
redes sociais, para “resistir”.

“Esta é a palavra de ordem: resistir”, desabafa o sindicalista. “É o que
nossas famílias, mulheres e filhos, esperam de nós, sob pena de cairmos na
mais absoluta miséria”.

O sindicato voltará ao local a partir das 13h, desta quarta-feira (21), para ampliar o protesto, que terá plantão durante a madrugada: “Nada nos demoverá dessa luta”, diz Rodnei.

Na assembleia prevista para as 13h30, o sindicato manterá a greve e debaterá outras formas de pressão sobre o terminal, com faixas, cartazes e carro de som.

O líder dos estivadores chama atenção da opinião pública para a “intransigência dos terminais de contêineres” com a data-base de correção salarial da categoria, em 1º de março. “Diremos, alto e bom som, que o desenvolvimento do porto não pode significar
empobrecimento dos trabalhadores, até porque os investimentos no setor saem
dos cofres públicos”.

Os estivadores avulsos e vinculados mantêm paralisados os terminais da Santos Brasil, Libra e BTP. A medida foi aprovada em assembleia na terça-feira da semana passada (13).

Estrangeiros - Desde ontem (19) à tarde, a diretoria do sindicato está empenhada no
impedimento de utilização de mão-de-obra estrangeira no serviço de estiva a
bordo dos navios.
O procedimento está proibido por medida judicial e Rodnei já pediu ajuda a
chefe da fiscalização do ministério do trabalho em Santos, Carmem Cenira
Pinto Lourena Melo. Cenira designou auditores fiscais para acompanhar a diretoria do sindicato nas embarcações e tomar as medidas cabíveis contra os terminais que procederem irregularmente.

Data-base - Enquanto o sindicato reivindica reajuste salarial dos vinculados e correção
dos ganhos dos avulsos em 11,78%, retroativo a março, as empresas oferecem 9%, pagos em duas vezes. Há controvérsia ainda quanto ao percentual da mão de obra utilizada nos terminais.

As partes divergem também na formação das equipes. As empresas dizem que o
critério deve ser definido por elas, mas o sindicato acha que devem ser de oito homens.
Quanto ao adicional de risco os terminais não querem pagá-lo, mas o sindicato defende que seja de 40%. Os estivadores querem equipes de avulsos em todos os navios e estabilidade no emprego de cinco anos. (Crédito: Assessoria Sindicato dos Estivadores/Fotos: Sandro Cabeça)