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Em greve, avulsos de capatazia receberão apoio de outras categorias

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2016-11-06 -01:07

Em greve, avulsos de capatazia receberão apoio de outras categorias

A maioria dos 1.600 trabalhadores avulsos de capatazia do porto de Santos é esperada para uma assembleia, às 9h desta segunda-feira (7), no corredor de exportação do porto de Santos.

O encontro será na moega 5 do armazém XL (40), na Ponta da Praia, com
participação solidária de outras categorias do porto e até da capital paulista, por meio de centrais sindicais. A central Força Sindical avisou ao presidente do sindicato dos operários portuários (Sintraport), Claudiomiro Machado ‘Miro’, que “descerá em peso”, para prestigiar a assembleia.

Os avulsos de capatazia estão em greve nas empresas ADM e Louis Dreyfus, que ocupam 300 desses trabalhadores por dia, nos embarques de graneis sólidos que chegam ao porto em vagões. A paralisação começou às 13h da última terça-feira (1º) apenas na operadora portuária ADM, mas foi ampliada na manhã de quinta-feira (3), prejudicando a logística no corredor. A paralisação aconteceu porque o Terminal de Exportação de Santos (Tes), que substituirá a empresa Louis Dreyfus em janeiro, anunciou que adotará a mesma medida da ADM que originou a greve.

O problema é que as operadoras não querem mais utilizar os trabalhadores avulsos de capatazia do Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport), escalada pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo).

Segundo ‘Miro’, os vagões paralisados, que antes ocupavam apenas as imediações do complexo, agora estão também no bairro Alemôa e até em Cubatão. As empresas, diz o sindicalista, pretendem operar com empregados vinculados, cerca de 170. Isso prejudicaria, segundo ele, os 1.600 avulsos de capatazia que passam pelo local em sistema de rodízio.

O presidente do Sintraport tinha esperança de negociar com a ADM na manhã de quinta-feira passada, mas não conseguiu concretizar a expectativa. Pior ainda, foi
surpreendido pela decisão da Tes e Dreyfus.

Miro e o advogado trabalhista do sindicato, Eraldo Aurélio Franzese, estudam que medidas jurídicas adotarão no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP).

O presidente do Sintraport reclama que, além de vincular, as operadoras querem reduzir os ganhos dos trabalhadores pela metade. “E olha que estamos no meio de uma campanha salarial de data-base”. (Divulgação/ Sintraport)