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Santos - Santa Casa suspende atendimento aos servidores municipais

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2016-11-10 -01:26

Santos - Santa Casa suspende atendimento aos servidores municipais

 

 

Os 13 mil servidores municipais de Santos e seus familiares, cerca de 26 mil pessoas, tiveram o atendimento médico hospital suspenso na última terça-feira (8), pela Santa Casa (foto). Isso porque a Capep Saúde (Caixa de Assistência ao Servidor Público Municipal de Santos) deve mais de R$ 2 milhões ao hospital.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, a Capep vem pagando os conveniados com atraso e só em 70% do valor contratual. O sindicalista estranha, no entanto, que o valor do contrato com a Santa Casa tenha alterado, há três meses, de R$ 700 mil para mais de R$ 2 milhões mensais, sem nenhuma fiscalização.

Segundo ele, a Capep tem hoje um déficit superior a R$ 5 milhões, quando, no final de 2015, tinha R$ 2 milhões aplicados em reservas técnicas. Fábio lamenta que o convênio da Capep com a Santa Casa não seja mais auditado. Segundo ele, duas auditoras foram impedidas, sucessivamente, de fiscalizar os serviços e remuneração do contrato.

O sindicalista reclama também que a Capep não responde aos ofícios do Sindicato questionando o problema e que também não os esclarece aos conselhos fiscal e administrativo da caixa. Com orçamento de R$ 56 milhões em 2015, a Capep acumulava, em 2013, dívidas de aproximadamente R$ 2,5 milhões. Em 2015, economizou R$ 1 milhão em negociações com a rede conveniada.
“Hoje, o que acontece é exatamente o contrário. A direção da Capep tem falta de conhecimento específico do assunto e de zelo com os recursos do servidor” lamenta o presidente do Sindest.

“O excesso de custos, sem controle nem fiscalização da prefeitura ou de auditoria, está levando a Capep a uma situação de insolvência”, pondera o diretor jurídico do sindicato, Josias Aparecido da Silva. Por isso, o Sindest oficializaria à prefeitura, nesta quinta-feira (10), questionando a situação: “Se necessário, levaremos o problema ao Ministério Público”, adianta Josias.

Para o secretário do sindicato, José Antônio Ferreira, “o que está em jogo são dois pontos de fundamental importância para o funcionalismo: a saúde de
nossas famílias e a aposentadoria”.
(Divulgação: Paulo Passos)