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Deslumbre do povo, sofrimento de cães e gatos

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2017-01-01 -02:46

Deslumbre do povo, sofrimento de cães e gatos

Enquanto multidões se deslumbravam com o espetáculo produzido pelos fogos colorido o céu com diversas imagens, a maioria dos animais domésticos, especialmente cães e gatos se desesperavam com o barulho provocado pelos rojões. As reações às explosões são várias, alguns cães se tornam agressivos, até com os donos quando estes tentam acalmá-los, outros correm desesperados em busca de abrigo junto aos proprietários. Com o coração batendo forte, pupilas dilatadas, por vezes babando e tentando entrar embaixo dos móveis, cães e gatos sofrem muito com a festa da virada do ano. Não são poucas a s histórias, confirmadas, inclusive por veterinários, de cães que sofrem colapso em função do barulho ensurdecedor para a audição sensível destes animais.

Nesta passagem do ano, como faço em todos os outros, fico em casa para dar mais conforto aos nossos animais de estimação; uma cadela de grande porte da raça Pastor Alemão e um gato. Minha filha e eu nos dividimos na tarefa. Ela, socorre o gato que em desespero corre em círculo. É preciso segurá-lo fortemente contra o peito. Seus batimentos cardíacos são tão fortes e acelerados que temos a impressão de que o coração do pequeno animal vai explodir. Enquanto isso, socorro a cadela que apavorada tenta esconder-se embaixo ou atrás dos móveis, situação impossível devido ao seu grande porte. Muito nervosa, chega a nos machucar tentando se proteger, enquanto suas pupilas dilatadas nos miram como se estivem a suplicar por socorro.

Durante toda a queima de fogos, um cachorro em um dos prédios próximos, late o tempo todo. Nas proximidades outro cão fica a ganir e outro a uivar. Ficamos então, imaginando como ficam os animais abandonados ou perdidos pelas ruas da cidade, da região e de todos os lugares onde acontecem a queima de fogos.

Sabemos que os animais criados nas ruas adquirem defesas diferentes, mais fortes que aqueles que vivem sob a proteção de um lar. Do contrário não sobreviveriam. Um exemplo, “Celestina”, nossa gata hóspede há 6 anos. No mínimo duas vezes ao dia (manhã e final da tarde) ela aparece no telhado da churrasqueira a espera de ração e água. Ela pressente quando vai chover e se antecipa à chuva, buscando a refeição antes do horário convencional. Na noite de Réveillon ela some e só aparece no final do dia seguinte. Não sabemos onde se esconde e como se protege, não apenas do tormento dos fogos, mas também da maldade humana. (Noemi Macedo; Fotos: Divulgação)