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Santos - 471 anos da Cidade polo da região

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2017-01-27 -10:52

Santos - 471 anos da Cidade polo da região

A Cidade de Santos comemora nesta quinta-feira, 26 de janeiro, 471 anos de fundação e 178 anos de elevação à categoria de cidade. Berço de figuras de renome, como os irmãos Bartolomeu e Alexandre de Gusmão e os irmãos Andradas, dentre os quais possivelmente o maior expoente brasileiro, José Bonifácio de Andrada e Silva, personagem maior da Proclamação da Independência, Santos o maior porto da América Latina, teve a primeira Santa Casa de Misericórdia da América.

 

Fundada por Brás Cubas, 471 anos depois, a cidade, a mais progressista da Baixada Santista, é administrada pelo santista Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) que em entrevista ao Jornal Espaço Aberto, fala dos desafios de uma cidade portuária e por natureza, de vocação turística.

 

A primeira parte desta entrevista pode ser conferida na edição impressa do Jornal Espaço Aberto, nas bancas desde a madrugada dessa quinta-feira, 26 de janeiro de 2017. Na entrevista o Espaço Aberto é identificado por EA e o prefeito Paulo Alexandre Barbosa por PAB.


 

Confira a entrevista:

 

EA - Quais os principais desafios dessa gestão?

 

PAB - O grande desafio, não só de Santos, mas de todas as prefeituras é conseguir superar esta crise financeira que enfrentamos. Estamos desde o início da gestão trabalhando para ter mais eficiência na administração municipal, fundamental neste momento.  Em Santos, avançamos muito neste quesito com o Programa "Eficiência Total", que renegociou contratos de alugueis, luz e telefone, ou seja, atacando os gastos de custeio. Implantamos com o Comunitas, organização que reúne as principais empresas brasileiras, uma série de ações para aumentar as receitas e reduzir as despesas, trazendo práticas de excelência da iniciativa privada. O resultado dessas ações colocou a cidade no topo dos índices de eficiência pública no Brasil. O Tribunal de Contas do Estado, órgão fiscalizador dos Municípios, classificou Santos como "Muito Efetiva", segundo Índice de Efetividade de Gestão Municipal (IEGM), que avaliam todos os municípios.

EA - Quais as metas desse governo e prazos para atingi-las.

PAB - Conseguimos nesses quatro anos avançar em muitos pontos, como a entrega de 10 novas policlínicas, a UPA Central, a conclusão da obra do Hospital dos Estivadores, uma nova creche municipal, abrigos para pessoas em situação de rua, entre outras ações. Vamos colocar o Complexo Hospitalar dos Estivadores em pleno funcionamento, seguir com as obras da entrada da Cidade e entregar algumas obras que já estão em andamento como o Centro de Controle Operacional, que vai abrigar toda a infraestrutura tecnológica de segurança do Município.
Também vamos fortalecer ainda mais a transparência da gestão, mesmo já tendo uma série de ações neste setor. Em 2015, Santos ficou entre as melhores do País em transparência na avaliação do Ministério Público Federal. Em 2016, o MPF deu nota 10 para o trabalho desenvolvido pela Municipalidade, o que significa que não existe política melhor do que a aplicada no Município. Agora, temos um órgão específico para atuar com este intuito, a "Ouvidoria, Transparência e Controle" que tem a missão de fortalecer as ações neste sentido. Ela dará seguimento a já reconhecida política de transparência adotada pela Prefeitura de Santos


 

EA - Como o prefeito analisa a história de Santos hoje, e como pretende que ela seja escrita ao final de seu governo?

PAB - Santos sempre se mostrou uma cidade à frente de seu tempo. Abolimos a escravidão anos antes do Brasil tomar esta tardia decisão. Somos a primeira cidade do País a lutar oficialmente para que as mulheres tivessem o direito de votar, tivemos o primeiro hospital das Américas. Não podemos esquecer do filho mais pródigo da cidade, José Bonifácio de Andrada e Silva, responsável por desenhar a independência do Brasil. 
Neste sentido, a responsabilidade das novas gerações é grande. Na política, é como corrida de revezamento, cada um avança um pouco e passa o bastão para o próximo governante. Nossa maior preocupação neste período foi o de garantir avanços reais nas regiões mais carentes, levar o poder público onde realmente não estava presente. Governamos para toda a Cidade, mas tivemos uma atuação mais intensa na Zona Noroeste, Área Central e nos Morros, onde implantamos Vilas Criativas, com cursos para formação técnica, novas policlínicas, troca de iluminação, equipamentos de lazer e esporte, de Assistência Social e o Bom Prato dos Morros. Vamos continuar com essa visão, trabalhando pelas regiões mais carentes
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EA - Como reage e quais explicações sobre as duas grandes expectativas da população santista: saúde, envolvendo a entrega (várias vezes adiada) do Hospital dos Estivadores e obras de contenção de enchentes na Zona Noroeste?

 

PAB - O Complexo Hospitalar dos Estivadores foi entregue em 22 de dezembro, com a presença do Ministro da Justiça, Alexandre Moraes, e o Governador Geraldo Alckmin. Depois da entrega para o Instituto Oswaldo Cruz, foram feitos diversos testes que identificaram a necessidade de reparos na tubulação de oxigênio, que estão sendo realizados. Realizamos as obras, obtivemos os recursos para o custeio da unidade, contratamos um dos melhores hospitais da América para gerir a unidade. Em breve, ela estará em funcionamento e garantindo um atendimento humanizado, com uma estrutura melhor do que qualquer hospital público ou privado da região. 
As ações para a melhora da drenagem da Zona Noroeste continuam em andamento. Fizemos a repavimentação de quase 100 ruas naquela região, maior programa executado na Zona Noroeste, garantindo um novo sistema de drenagem das ruas. Finalizamos a dragagem do Rio São Jorge, outra importante intervenção para garantir melhor escoamento das águas pluviais. Em alguns pontos, o Rio tinha apenas 30 centímetros de profundidade, depois da intervenção passou para até 3 metros. Agora, vamos dar continuidade às obras de macrodrenagem.


 

EA - Qual a estratégia da Administração para atrair novos investimentos e empreendimentos?

 

PAB – Santos tem a vocação para prestação de serviços e uma importante cadeia no setor portuário e de educação. Temos uma mão de obra extremamente qualificada, por isso queremos induzir o desenvolvimento de ações no setor da economia criativa, além de incentivar a iniciativa privada a vir para a região, com o InvestSantos, uma agência de fomento que implantamos na Cidade para recepcionar e orientar os empresários para investir no município.
Também vamos fortalecer as parcerias para investimentos, como fizemos, por exemplo, com a Fundação Lusíadas, que permitiu a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, que aplicou mais de R$ 20 milhões na obra, sem nenhum custo à Prefeitura de Santos. Queremos parcerias assim, que ganham os usuários dos serviços públicos e os parceiros, neste caso os alunos farão estágio na própria UPA. 


EA - Qual local o prefeito considera referência da Cidade e por que? 

 

PAB - Gosto muito da praia, que é um local democrático, um espaço frequentado e aberto a todo santista e turista. A praia é revigorante, para quem quer passear, tomar um banho de sol ou praticar uma atividade física. Mas, simbolicamente, um local que tem grande apelo é o Monte Serrat, que congrega a devoção dos santistas, a união da comunidade e o esforço diário dos seus moradores para superação de obstáculos. Além de tudo isso, do Monte Serrat, é possível ver toda a Cidade, temos uma visão completa do Município


EA - O que falta para a Santos turística?

PAB - Santos possui uma completa rede de atendimento ao turista, com leitos, atividades culturais, gastronomia variada e diversas opções de destinos, com museus, shoppings e a nossa praia. Criamos uma série de ações para fortalecer Santos como destino turístico, com a implantação do Museu Pelé, que conta toda a história do maior jogador de futebol da história, novas atrações no roteiro do Museu Vivo dos Bondes e festivas de arte que estão sendo realizados no Centro, com a presença de santistas e turistas.
Outra ação importante, que permitiu levar o nome da Cidade para outros países e fomentar toda a rede de serviços, foi a possibilidade de conquistar a subsede da Copa do Mundo, recebendo as delegações da Costa Rica e do México, e as 15 delegações para aclimatação das Olímpiadas do Rio de Janeiro. Conseguimos, ainda, trazer o maior evento de medicina esportiva, que é realizado no País sede dos jogos entre as Olimpíadas e as Paraolimpíadas. Somente neste evento, mais de duas mil pessoas estiveram envolvidas, entre a comunidade esportiva, pesquisadores e atletas.

 

 

EA - Futuro político do prefeito após o atual governo.

PAB - Minha preocupação não é o futuro, mas o presente que é trabalhar por Santos. Estou no início do segundo mandato e nos próximos quatro anos o meu único foco será a cidade de Santos, onde fui reconduzido a esta missão com o voto de 172.215 eleitores, o que é motivo de muito orgulho. O município de Santos e a nossa gestão é o meu único foco.

 

(Fotos: Eddie Gomes e  Luiz Vinagre)