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Sindicatos de Santos e região se reúnem para organizar protesto

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2017-05-15 -22:05

 Sindicatos de Santos e região se reúnem para organizar protesto

 

Sindicatos de Santos e região filiados à Força Sindical, CUT, CGTB, CSB, CSP
Conlutas, CTB, Intersindical, NCST e UGT reúnem-se amanhã - terça-feira - (16),
às 15h, para definir os próximos passos da campanha contra as reformas
trabalhista e previdenciária.

A reunião será no Sindicato dos Trabalhadores da Petrobras (Sindipetro) e o
principal assunto será a ida de ônibus para o grande protesto nacional, em Brasília, na quarta-feira da próxima semana, dia 24. As próximas atividades na Baixada Santista também estão na pauta da reunião.

Os sindicalistas avaliarão o protesto da noite de quinta-feira passada (11), na Praça das Bandeiras, no Gonzaga, quando os deputados federais Beto Mansur (PRB), João Paulo Tavares Papa (PSDB) e Marcelo Squassoni (PRB) foram enterrados simbolicamente.

Na areia da praia, esquina com a Av. Ana Costa, foram fincadas 296 cruzes, com velas ao lado, representando os deputados que votaram a favor da reforma trabalhista. Outros protestos serão feitos, para os próximos dias, diante das residências de Mansur, Papa e Squassoni, segundo assessoria das entidades classistas. Durante a semana, vários sindicatos pregaram cartazes em postes com as fotos dos três parlamentares.

Rodoviários - O presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo (Fttresp), Valdir de Souza Pestana, defende a pressão sobre o congresso nacional baseado em números.

Segundo ele, a base do governo tem 413 deputados federais, sendo 240 de apoio consistente e 173 de apoio condicionado. Os senadores, por sua vez, são 54 consistentes e 11 condicionados.

Sintracomos - O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos) de Santos e região, Macaé Marcos Braz de Oliveira, também defende a pressão em Brasília.

“O que está em jogo não é apenas a reforma da previdência e trabalhista”, diz o sindicalista, “mas outros pontos altamente danosos ao povo brasileiro, como a desindexação geral” diz Macaé que baseado em estudos do Diap, cita ainda a desvinculação orçamentária, especialmente das despesas com educação e saúde, além da
redução do gasto público. Coordenador da Força Sindical na região, ele critica também a prevalência do negociado sobre o legislado, prevista na reforma trabalhista, e o aumento da idade mínima para efeito de aposentadoria.

Sindserv Guarujá - A presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos da Prefeitura de Guarujá (Sindserv), Márcia Rute Daniel Augusto, também defende a ocupação da capital federal.
“Não podemos aceitar o corte de direitos dos servidores e a proibição de novas contratações por vedação de concursos públicos nos próximos 20 anos”, diz a sindicalista, que critica ainda, o que classifica de “desmonte do estado enquanto
instrumento de prestação de serviços, por meio de insana reforma
administrativa que desvaloriza os servidores”.

Sindest Santos - O presidente do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, diz que a ocupação de Brasília tem a ver
também com outras medidas além das reformas. O desconto dos dias paralisados em greve de servidor, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda a terceirização de atividade fim.

Sintercub - O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Refeições
Coletivas de Cubatão e região (Sintercub), Abenésio dos Santos, também irá a Brasília. “O governo caminha para desmontar o estado de bem-estar social, privilegiando os interesses da elite econômica, cerca de 70 mil pessoas, e do capital estrangeiro, aumentando a miséria”, diz o sindicalista.

Para Abenésio, as reformas “foram feitas para garantir vantagens ao sistema
financeiro, ao agronegócio, à indústria, comércio, transporte, meios de
comunicação e outros setores da elite. E nós, a grande massa chamada povo brasileiro, algo em torno de 200 milhões de pessoas, que vão desde as camadas absolutamente miseráveis até a classe média alta? Como ficamos?”,
pergunta.
Abenésio defende que “os setores médios da sociedade deixem de achar que
fazem parte da elite e se juntem aos trabalhadores, na luta por justiça
social”.

Sintraport – Claudiomiro Machado ‘Miro’ presidente do Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport), que foi violentamente agredido pela Polícia Militar na greve
de 28 de abril, prepara a ida a Brasília. “Os portuários irão em peso. Temos tradição de
luta e os congressistas vendilhões da pátria e dos nossos direitos sociais que nos aguardem. Como acham que podem, por exemplo, desmontar a previdência social e a
legislação trabalhista como se elas não tivessem dono? São nossas e custaram muita luta de antepassados”,
diz Miro.

Coordenador adjunto da Força Sindical na região, o presidente do Sintraport
reclama que o governo, deputados e senadores “não tiveram sequer o cuidado de procurar as centrais sindicais para negociar eventuais mudanças. Não é assim que as coisas funcionam. Vamos ocupar o planalto e mostrar ao Brasil que não permitimos essa abertura de precedente. Caso contrário, voltaremos à escravidão”.

(Na foto (Divulgação) do último dia 11, enterro simbólico dos deputados que votaram a favor das reformas trabalhista e da previdência)