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Sindicatos contra privatização das docas

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2017-07-05 -02:52

Sindicatos contra privatização das docas

 O Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport) de Santos não aceita a privatização das companhias docas e administrações públicas dos 37 portos organizados do Brasil. Seu presidente, Claudiomiro Machado ‘Miro’, participou de audiência pública sobre o assunto, na Câmara Federal, na última terça-feira (4), acompanhado do diretor de patrimônio Robson de Lima Apolinário.

‘O futuro das companhias docas e as funções essenciais das autoridades
portuárias para o desenvolvimento do setor portuário nacional’ foi o tema da
audiência da comissão de viação e transportes.

Deputados e representantes do setor defenderam a descentralização da gestão dos portos, hoje a cargo do governo federal, propondo que a administração caiba às docas e autoridades portuárias nos estados e municípios. Uma das reclamações é que a lei dos portos (12.815-2013) enfraqueceu as docas, tirando delas uma série de tarefas e transferindo-as para o ministério dos transportes, portos e aviação civil.

Discutível - Miro e Robson consideram o assunto discutível, mas, de antemão, não opõem resistência à ideia. Eles ficaram preocupados com a segunda parte da audiência, quando se debateu a privatização das docas.

“Aí o bicho pega. Só de ouvir falar em privatização, os trabalhadores dos portos ficam com um pé atrás. Quando essa palavra chegou aos portos, nos anos de 1980, começou o nosso infortúnio”, disse Miro ao falar sobre a primeira lei de modernização dos portos (8630-1983), que, segundo ele, “prejudicou enormemente os trabalhadores das companhias docas e também os avulsos”.

“A partir daí, sofremos uma série de retrocessos em nossos direitos, com uma
sequência de leis de modernização, deixando os trabalhadores num estado de
quase miserabilidade”,
disse o sindicalista.

Prejuízos - Miro, que representa uma parcela dos empregados da estatal Companhia Docas
do Estado de São Paulo (Codesp), é “totalmente contra a privatização das
administrações portuárias”.

Para o diretor Robson “Ainda que parcial, como ensaia o governo, a medida com certeza só nos trará prejuízos. “As privatizações só nos prejudicaram, ao longo dos últimos 34 anos. Os interesses da iniciativa privada não são os nossos. Preferimos tratar com o Estado, do qual fazemos parte, como cidadãos, do que com os empresários que visam apenas o lucro” pondera o dirigente.

Estivadores - O presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva ‘Nei’, também participou da audiência pública e espera que a comissão formada para
debater a lei dos portos “reveja seus pontos negativos”.
“Nosso sindicato apresentará uma série de sugestões de mudanças na lei, principalmente no artigo 44, que, esperamos, os deputados levem em conta, reparando injustiças com os trabalhadores”, diz Nei.

Na foto, os presidentes Miro e Nei