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Estivadores fazem greve e passeata nesta segunda-feira

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2018-03-12 -00:08

Estivadores fazem greve e passeata nesta segunda-feira

 Os 3 mil estivadores avulsos e vinculados de Santos farão greve de 24 horas, nesta segunda-feira (12), para pressionar o sindicato patronal dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) a negociar a campanha salarial com data-base em março.

A paralisação, aprovada em assembleia na segunda-feira passada (5), começará às 7 h. Às 8h, a categoria sairá em passeata, de sua sede sindical, na Rua dos Estivadores, 101, até o prédio onde fica o Sopesp, na Rua Amador Bueno, 333, no bairro Paquetá.

O presidente dos estivadores, Rodnei Oliveira da Silva ‘Nei’, estará na sede do sindicato, a partir das 7h, para esclarecer à imprensa o motivo da greve, que é, segundo ele, “a intransigência da direção do Sopesp, que se recusa a negociar as reivindicações”.

Antes disso, às 6h15, o sindicalista estará no ponto de escala do órgão gestor de mão de obra (Ogmo) da Av. Governador Mário Covas, esquina com o canal 6, na Ponta da Praia, para conversar com os trabalhadores sobre o movimento.

Desde sexta-feira (9), a direção do Sindicato dos Estivadores e a militância dos estivadores intensificaram a preparação, organização e divulgação da greve. Uma das atividades foi a instalação de faixas nas cidades da Baixada Santista anunciando a paralisação.

Sectarismo - Em 26 de fevereiro, os estivadores fizeram passeata pelas ruas do bairro Paquetá, protestando contra o sectarismo. A pauta foi aprovada pelos estivadores em 27 de dezembro e enviada ao Sopesp no começo de janeiro. “Já tiveram tempo de sobra para responder”, pondera o sindicalista.

Nei reitera que o Sopesp desrespeita a lei dos portos (12.815-2013), a convenção 137 e a recomendação 145, ambas da organização internacional do trabalho (OIT), de 1973.

A convenção e a recomendação internacional, reconhecida oficialmente pelo Brasil, e a lei brasileira, segundo Nei, garantem trabalho e ganho aos estivadores, “mas não existem para os operadores”.

O presidente dos estivadores diz ainda que os empresários desrespeitam o artigo 8º da lei 9719-1998, que trata do descanso de 11 horas entre as jornadas de trabalho.

A categoria reivindica basicamente a manutenção do mercado de trabalho, o “não extermínio dos avulsos nos terminais” e melhores salários. (Foto: Divulgação)