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Estivador pode fazer greve por tempo indeterminado

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2018-08-04 -18:33

Estivador pode fazer greve por tempo indeterminado


O Sindicato dos Estivadores de Santos (Sindestiva) oficiou ao sindicato patronal dos Operadores Portuários (Sopesp), nesta sexta-feira (3), e propôs a reabertura de negociação para a data-base de março.

Segundo o diretor social e de imprensa do sindicato, Sandro Olímpio da Silva
‘Cabeça’, se as empresas não sinalizarem com o diálogo, a categoria debaterá
greve por tempo indeterminado em todo o porto.

Os mais de 5 mil estivadores estão sem atuar nos quatro terminais de contêineres desde a manhã de quarta-feira (1º) e retornam ao trabalho a partir das 7h deste sábado. A assembleia da categoria está em caráter permanente e pode ser convocada a qualquer momento. O sindicato reclama que os empresários suspenderam as negociações na semana passada.

“Queremos dialogar com seriedade e responsabilidade”, diz o sindicalista Sandro:
“mas os patrões ade apostam na intransigência e tentam jogar a opinião pública
contra os trabalhadores
”.
Sandro refere-se as declarações do coordenador da Câmara de Contêineres do Sopesp, Sérgio Aquino, de que os estivadores prejudicam a imagem do Brasil no exterior.

Escravismo - “Na verdade, quem enxovalha o conceito do país no comércio internacional é a concepção escravista das anacrônicas empresas em operação no maior porto da América Latina. Não invadimos o terminal da Libra, como alega o sindicato patronal. Ali é nosso local de trabalho. Quem invadiu a área estratégica do porto foi a Libra, por meio de tenebrosas transações”destaca Sandro.

Segundo ele, o próprio Sopesp reconhece operar com mão de obra irregular, ao dizer que os terminais utilizam trabalhadores vinculados. “Sim, inclusive de outras categorias”, explica o sindicalista.

Sandro contesta a versão de que diretores do sindicato e estivadores invadiram um navio: “Fomos fiscalizar a denúncia de que havia utilização de mão de obra estrangeira, da tripulação, no lugar da estiva, prática que contraria a legislação e atenta contra a soberania nacional, além de colocar em risco a vida dos trabalhadores e a própria  carga”.


O Sindestiva pediu fiscalização ao Ministério do Trabalho, ao Ministério Público do Trabalho, Capitania dos Portos da Marinha e Comissão Estadual de Segurança Pública nos portos, terminais e vias navegáveis. (Foto: Divulgação/Sindestiva)