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Escolas públicas sem merendas nesta quinta

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2018-12-12 -20:55

Escolas públicas sem merendas nesta quinta

 As 150 merendeiras da empresa terceirizada Chef Grill, fornecedora de

refeições nas escolas e creches da rede municipal e estadual em Peruíbe,
entrarão em greve, nesta quinta-feira (13), por tempo indeterminado.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Refeições
Coletivas da Baixada Santista e Litoral (Sintercub), Abenésio dos Santos,
diz que elas só voltarão ao trabalho quando receberem os salários atrasados
desde sexta-feira (7).

Segundo ele, as trabalhadoras não receberam a primeira parcela do 13º
salário, tiveram o convênio médico suspenso e estão há três meses sem
cesta-básica. Além disso, explica, a empreiteira não deposita o fundo de
garantia por tempo de serviço (FGTS) desde abril.

Abenésio, outros diretores do sindicato e as merendeiras protestarão diante
da Prefeitura, a partir das 7 horas, é lá permanecerão para entrevistas e
esclarecimentos durante a manhã. A greve foi aprovada em assembleia digital,
pelo ‘whatsapp’.

“Por atraso salarial, nem é preciso fazer assembleia para decretar greve”,
esclarece o presidente do Sintercub. “Mas consultamos as companheiras para
que não haja nenhum tipo de problema na justiça do trabalho. A comunicação
eletrônica tem validade”.

Ele fez a consulta pela rede social porque, há um mês, precisamente em 12 de
novembro, convocou as profissionais para uma assembleia, no sindicato dos
servidores municipais, mas o movimento foi boicotado pela empresa, por meio
de ameaças.

Cheiro de comida estragada - A mais recente paralisação das merendeiras foi em 1º de agosto de 2016, contra o atraso no pagamento dos salários de férias de julho e seus adicionais de 30%. Segundo o sindicalista, “a ‘gata’ é useira e vezeira em atrasar salários e benefícios”.

Abenésio lamenta que as crianças fiquem sem merenda. “Infelizmente, muitas
dependem dessa comida para sua alimentação diária. A prefeitura e a empresa
deveriam ter mais cuidado nas questões trabalhistas, para evitar esse tipo
de problema.
O que não tem sentido é as merendeiras e as crianças pagarem
o pato”,
diz o sindicalista que no seu entender, o contrato da Prefeitura com a Cheff Grill “tem cheiro de comida estragada”.

O líder sindical informou que o contrato entre prefeitura e empresa, expirou em 12 de novembro, mas a prestação de serviços continua, lembrando que em 13 de novembro, divulgou ofício que recebeu do chefe de gabinete da prefeitura, Felipe Antônio Colaço Bernardo, de 24 de outubro, sobre o contrato com a empresa, em resposta a notificação extrajudicial do sindicato questionando o contrato.

Problemas à Justiça do Trabalho
– De acordo com o presidente do sindicato, o convênio foi firmado em 13 de novembro de 2013. Na notificação, o Sintercub perguntou se o contrato seria prorrogado. E se, em caso negativo, qual empresa assumiria no lugar da atual. “A resposta foi contraditória” diz o sindicalista. Segundo ele, o chefe de gabinete respondeu que não haveria prorrogação em
respeito ao limite de 60 meses estabelecido pela lei 8666-1993. “Como
explicar, então, a permanência da empresa? Há algo estranho no ar”,
pergunta
Abenésio.


“Estará a prefeitura fazendo os repasses corretamente à empresa? Por que não
fiscaliza as irregularidades trabalhistas?”.
Essa e muitas outras questões, Abenésio levará à Justiça do Trabalho, na primeira audiência de instrução e conciliação, já solicitada.

*Na foto, Abnésio, presidente do Sintercub, diante da prefeitura de Peruíbe, na paralisação de agosto de 2016. (Foto\Arquivo Sintercub)