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Liminar suspende greve de merendeiras

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2018-12-13 -10:49

Liminar suspende greve de merendeiras

 Uma tutela antecipada do juiz Enoque Cartaxo de Souza, da primeira vara do Tribunal de Justiça de Peruíbe, suspendeu a greve das 150 merendeiras da empresa terceirizada Chef Grill, fornecedora de refeições nas escolas e creches da rede municipal, prevista para a manhã desta quinta-feira (13). A liminar foi concedida em ação da Prefeitura contra a empresa.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Refeições Coletivas da Baixada Santista e Litoral (Sintercub), Abenésio dos Santos, tomou conhecimento da medida por volta das 22 horas, de ontem (quarta-feira), quando chegava do interior. O sindicalista passou o dia em Paulínia (SP), numa greve da categoria contra corte de benefícios, e já estava com tudo pronto para chegar a Peruíbe nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, com carro de som e pessoal de apoio de outros sindicatos.

Surpreendido pela medida cautelar, gravou mensagem distribuída por ‘whatsapp’ às merendeiras. “Só não estou chorando porque dizem que homem não chora”, diz a mensagem.

“Compareçam aos locais de trabalho. Ainda não perdemos a luta. Vamos vencer. Somos pessoas humildes, mas conscientes dos nossos direitos. Estarei com vocês o dia inteiro, junto com a diretoria e assessoria jurídica, em Peruíbe. Nunca vi uma situação dessas” completa o sindicalista.

Salários e 13º atrasados
- Segundo Abenésio, as merendeiras estão com os salários atrasados desde sexta-feira (7). Tiveram o convênio médico suspenso e estão há três meses sem cesta-básica. Além disso, a empreiteira não deposita o fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS) desde abril.

A tutela antecipada do juiz determina que o sindicato e a empresa “se abstenham de comandar eventual paralisação dos serviços de alimentação no município”. E que a empreiteira mantenha o serviço, de forma ininterrupta, sob pena de aplicação de multa diária, para cada um dos requeridos, no valor de R$ 30 mil, até o limite de R$ 3 milhões.

“É inegável que o não recebimento de salários é fato grave e injusto, haja vista que todos têm obrigações a honrar e sustentar suas famílias. Contudo, o sindicato deveria tomar outras providências mais eficazes e menos danosas para a sociedade, pois os pagamentos vêm sendo
feitos pelo município” ... “eventuais problemas da empresa não podem contaminar o
contrato com o município. Não parece razoável prejudicar os estudantes da
rede municipal de ensino para obrigar a empresa a honrar seus compromissos.
Essa atitude é irresponsável e suas consequências serão altamente
prejudiciais para os alunos que dependem da merenda
” escreveu o juiz Enoque Cartaxo.