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Encontrada última vítima dos deslizamentos

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2020-03-18 -02:16

                   Encontrada última vítima dos deslizamentos

          Após quinze dias de buscas foi encontrado na noite desta terça-feira (17), o último corpo que estava desaparecido no Guarujá, devido às fortes chuvas que atingiram a Baixada Santista no início do mês.

         A vítima, Evangelic Rodrigues de Oliveira, de 45 anos, que estava soterrada no Morro Barreira do João Guarda (Guarujá), era mãe de três filhos que também morreram na tragédia: Jhonnantan, de 21 anos, Jhennyfer (19 anos) e Alice (9 anos). Dois outros parentes (cunhados) de Evangelic também morreram na tragédia, Laudemir Cilas Tiburcio (60 anos) e Maria Elizabeth dos Santos Tiburcio (55 anos)

        Com a localização do corpo de Evangelic, o Corpo de Bombeiros encerrou os trabalhos após 15 dias de buscas nos morros do João Guarda, do Engenho e Macaco Molhado, em Guarujá; no Parque Prainha e na Vila Valença, em São Vicente; e nos morros do Fontana, Penha e do Tetéu, em Santos. Além de integrantes do Corpo de Bombeiros, a equipe de busca contou com profissionais das polícias Militar, Civil, Ambiental, homens e animais do Canil da PM, Guardas Municipais, equipes da Defesa Civil e muitos voluntários.

       Ao encerrar as buscas, o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Marcus Palombo disse emocionado:“Vivemos dias de muita tristeza. Cada corpo encontrado a sensação de dever cumprido, mas carregado de muita dor. Se é difícil para nós, não consigo imaginar como é para os familiares das vítimas dessa tragédia”.

      Tragédia - A Baixada Santista foi atingida por um volume de chuvas impressionante na noite de segunda-feira e madrugada terça (dias 2 e 3). O temporal deixou um rastro de mortes (45) e centenas de desabrigados.

        As buscas pelos desaparecidos começaram desde a madrugada de 3 de março (as fortes chuvas começaram na noite anterior). Foram 45 vítimas fatais: Guarujá – 34 mortes; Santos – 8 mortes e São Vicente – 3 mortes.

           Temor – A população continua em estado de atenção porque as áreas de risco não deixaram de existir após a tragédia. Elas continuam no mesmo lugar, embora algumas sem algumas moradias que foram levadas pela enxurrada e pior, sem inúmeros moradores que foram desalojados e encontram-se em casa de familiares e amigos ou em abrigos. Pior ainda, 45 deles mortos.

       Não bastasse a tristeza, o temor de novos deslizamentos porque a contabilidade das famosas chuvas de março fechando o verão ainda não fechou e a previsão é a de que no mês de abril as chuvas aconteçam com muita intensidade ultrapassando a média dos anos anterior. Por essa razão a defesa Civil de Santos pede atenção aos primeiros sinais de perigo de deslizamentos. A orientação em caso de constatação dos sinais abaixo, deixem imediatamente o local:

- No terreno: trincas no terreno, degraus de abatimento ou rachaduras                         - Na casa: trincas novas no piso ou nas paredes, ou muros estufados                       -Estalos ou aumento das trincas em blocos ou paredões rochosos                           - Inclinação de árvores, postes ou muros                                                                   - Valas e surgências d'água com coloração mais barrenta que o normal.

(Fotos: J. Sampaio/Divulgação)