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Estudo mostra redução de transmissão da covid-19 em Santos

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2020-06-26 -00:21

Estudo mostra redução de transmissão da covid-19 em Santos

            A cidade de Santos pode estar em uma fase de diminuição da velocidade de transmissão da covid-19 entre os seus moradores. É o que mostra a quarta etapa do estudo Epicobs (Epidemiologia da Covid-19 na Baixada Santista), que calcula a disseminação do novo coronavírus por amostragem, a partir de resultados positivos de testes rápidos em voluntários escolhidos aleatoriamente.

          Em um período de 15 dias, o total de infectados estimado pelo estudo aumentou 8,6%, o menor índice desde o início da pesquisa, em abril. Entre a primeira e a segunda etapas do estudo, o crescimento havia sido de 37,5% e da segunda para a terceira etapa, de 109%.

         A certeza, no entanto, de um achatamento da curva epidemiológica só será possível comprovar nas próximas etapas do estudo.

       “Houve um crescimento menos acelerado, o que também coincidiu com o comportamento dos dados oficiais, porém ainda é prematuro afirmar se essa tendência irá se manter”, explica o médico infectologista Marcos Caseiro, um dos pesquisadores do Epicobs.

 Testagem - Outro índice verificado pelo Epicobs é que para cada notificação oficial em Santos de covid-19, outros dois casos não são registrados – situação que coloca a Cidade como a que apresenta a menor diferença entre a estimativa e os registros oficiais. Isso se deve ao alto índice de testagem da Cidade, um dos maiores do país.

        Estudo continua - Capitaneado pela Fundação Parque Tecnológico de Santos (FTPS), o Epicobs teria, inicialmente, quatro etapas. A cidade de Santos, porém, decidiu manter o estudo por tempo indeterminado, pelo fato de ter se tornado um bom parâmetro para embasar medidas no enfrentamento à covid-19.  Em breve, a FPTS vai anunciar a próxima etapa de coleta de testes rápidos.

           Em Santos, o Epicobs dá base para argumentações técnicas para a busca de novos leitos e respiradores junto ao Governo do Estado, a fim de evitar colapso na rede de saúde, bem como as decisões em relação à retomada da economia de forma gradual e responsável.

        “Estamos enfrentando a pandemia com base na ciência, em dados epidemiológicos que mostram a evolução real da doença na nossa cidade e também sinalizam o grau de intensidade possível para a flexibilização”, afirma o prefeito. 

           Na prática, o resultado da quarta etapa do estudo na Baixada Santista, mostra que um a cada quinze moradores da região já se infectou e que, para cada caso positivo, existem outros sete não notificados na região. A letalidade da doença, se levado em consideração o total de infectados estimado pelo Epicobs, cai para 0,8% - ante uma taxa de 4,5% quando utilizadas apenas as notificações oficiais das nove cidades.           (Foto: Divulgação/PMS)