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Ciclone traz frente fria

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2020-07-01 -11:05

                     Ciclone traz frente fria

             A ventania que atingiu a Baixada Santista entre a noite de terça-feira (30) e madrugada desta quarta (1º), chegando a rajadas de até 96 km/h provocou estragos e prejuízos. Na região, Peruíbe foi a cidade mais atingida, onde embarcações afundaram e nas demais cidades da região, queda de árvores e alagamentos

            O vendaval provocado por um ciclone extratropical, em Peruíbe, arrebentou as cordas (amarras) que prendiam embarcações ao píer fazendo com que algumas batessem em uma ponte e outras ficassem à deriva. Foram duas lanchas e sete barcos destruídos e segundo pescadores, pelo menos nove outras embarcações sofreram avarias de grande monta.

            Em Santos foram registradas queda de árvore na Ponta da Praia e curto circuito na torre de iluminação da praia na altura do Canal 3. Queda de árvores também e na Área Continental nos bairros Caruara e Monte Cabrão.

            Em Cubatão, a queda de três árvores provocou estragos em uma escola municipal na Vila Nova. Queda de árvores também foi registrada no bairro Jardim Rio Negro, na Área Continental de São Vicente, que atingiu a rede de energia elétrica. O mesmo ocorreu em Guarujá.

           A cidade de Mongaguá também registrou queda de árvores, o mesmo acontecendo com Praia Grande. Ambas as cidades, a exemplo de Santos, São Vicente, Praia Grande, Itanhaém e Guarujá, tiveram a avenida da praia e vias próximas alagadas.

           Frente fria – O climatologista da Ong Amigos da Água, Rodolfo Bonafim explica que, como ciclone nunca acontece sozinho, a região pode se preparar para a frente fria que começa a dar sinal a partir desta quarta-feira (1).

          “O “ciclone-bomba” é um ciclone extratropical (formado em águas frias, esse formado na região da Bacia do Prata na Argentina) com ventos mais intenso com rajadas que podem chegar a 150km/h. Um furacão pequeno, a velocidade mínima é de115km/h, no caso a velocidade do ciclone dessa noite, ultrapassou um furacão. Apesar disso ele é menos intenso que um furacão (formado em águas quentes) porque o vento vem na forma de  rajadas , dá aquele pico, depois para, vai e volta, ao contrário do furacão, cujos ventos são sustentados, ou seja eles são intensos, não param o tempo inteiro, duram horas e até dias. Felizmente, o que aconteceu foi a passagem de um ciclone extratropical e como esse fenômeno sempre vem acompanhado de uma frente fria o que já começa a se manifestar a partir desta quarta-feira e depois, entre quinta e sexta entra a massa de ar polar e na noite de sexta para sábado, poderemos registrar a menor temperatura mínima do ano na região”. (Foto: Divulgação)