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Presidente da OAB SP defende Thomaz Bastos

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2012-05-30 -07:52

Presidente da OAB SP defende Thomaz Bastos

O presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, em nota oficial rebate críticas feitas ao advogado Márcio Thomaz Bastos, hostilizado por ser defensor do contraventor Carlos Augusto Ramos, cujas ações provocaram a criação da CPI do Cachoeira.

 Em nota oficial, o presidente da OAB SP diz: "Venho a público, diante das insistentes críticas dirigidas ao advogado Márcio Thomaz Bastos, em razão de sua atuação como defensor em caso de grande repercussão nacional, mais uma vez salientar que o papel do advogado é obrigatório, e absolutamente indispensável para que se obtenha Justiça".

Segundo Luiz D’Urso, o advogado não pode ser confundido com o cliente e nem pode ser julgado pelo fato de defender uma pessoa envolvida em caso de grande repercussão nacional. No texto, D’Urso afirma que “o papel do advogado é obrigatório e absolutamente indispensável para que se obtenha Justiça, além de que jamais se pode confundir o advogado com seu cliente”.

O presidente da OAB SP diz também que os advogados de acusados de crimes de grande repercussão devem enfrentar o pré-julgamento da opinião pública com independência, apesar da incompreensão.

D’Urso lembra que a OAB SP já defendeu centenas de advogados hostilizados pela sociedade, “simplesmente porque patrocinaram causas antipáticas à opinião pública ou a parcela da mídia”.

Ainda, segundo o presidente, a maior bandeira da Ordem em São Paulo é a defesa das prerrogativas profissionais dos advogados, razão pela qual a entidade luta para criminalizar as violações destas prerrogativas, argumentando que “o fato de Thomaz Bastos ter sido ministro da Justiça não o impede de agora advogar livremente, sem qualquer restrição legal, aliás, o que já ocorre com inúmeros outros colegas que ocuparam postos e cargos de destaque na política nacional, também como ministros da Justiça, secretários de Estado da Justiça, secretários de Estado da Segurança Pública", enfatizando que o advogado para cumprir bem sua função, precisa ter total independência, apesar da incompreensão e não pode arrefecer de sua prerrogativa diante de julgamento de crimes de grande repercussão, quando a opinião pública se mostra contrária à sua defesa.

“A missão do advogado, imprescindível nos regimes democráticos, mas nem sempre clara para a sociedade, é dar um julgamento justo ao cliente, baseado no Direito e nas provas, não importando a gravidade do crime”, diz D’Urso.

As críticas ao criminalista Thomaz Bastos partem de todos os setores da sociedade. O procurador Regional da República no Rio Grande do Sul, Manoel Pestana, deve representar contra Bastos, ainda hoje (terça-feira, 29), na Procuradoria da República de Goiás, por suposta lavagem de dinheiro, com base no fato dele ter recebido R$ 15 milhões de honorários de Cachoeira. Na representação, Pestana argumenta que o bicheiro Carlinhos Cachoeira não dispõe de recursos de alta monta, de origem lícita para pagar ao defensor (Thomaz Bastos), a quantia de R$ 15 milhões (honorários) por sua defesa.

Em passado recente, o advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-presidente da OAB do Brasil (1987) e ex- ministro da Justiça (2003-2007) representou o ex-presidente Lula e também o empresário Abílio Diniz.

(Fotos: Valter Campanato/ABR)