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Refinaria é cemitério de 'gatas', diz sindicalista

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2012-12-13 -14:49

Refinaria é cemitério de 'gatas', diz sindicalista

A Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC Petrobras) é “um cemitério de ‘gatas’ (empreiteiras)”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), Macaé Marcos Braz de Oliveira.

Ele reclama que várias empresas terceirizadas pela RPBC “simplesmente morrem, somem e deixam os empregados à míngua, com salários e benefícios não pagos, assim como os direitos relativos a fundo de garantia (FGTS), férias e 13º salário. Os maus patrões fecham as firmas e vão embora, abandonando os trabalhadores na rua da amargura”, diz o sindicalista. Não existe o mínimo de responsabilidade das empreiteiras e muito menos da direção da RPBC e da Petrobrás” diz o sindicalista.

Macaé defende que a estatal tenha critérios mais rígidos ao terceirizar os serviços de montagem e manutenção: “’Gatos’ sem as mínimas condições de se estabelecer e honrar seus compromissos trabalhistas transformam a refinaria num pátio de desesperados. O trabalhador sem receber seus direitos fica doido. Sente-se enganado. Muitas vezes, se volta contra seu sindicato. Os empresários desonestos vão embora e nós temos que procurar o Ministério e a Justiça do Trabalho”.

Deputados - A direção do sindicato programa uma audiência pública com os deputados federais Beto Mansur (PP) e Márcio França (PSB), para o início de 2013, a fim de pedir que intercedam pelos trabalhadores e pela própria estatal.

“Uma das empresas mais importantes, rentáveis e valiosas do mundo não pode se prestar a isso” pondera Macaé que relaciona as empresas que “sumiram” da RPBC e da Transpetro, sem pagar os trabalhadores, em 2012 “Foram a ACF, Comim, Ecman, Intertechma, Meta, Pampa, Polienge, Qualiman, Tecap e Tenace”.

Na Usiminas, aponta o sindicalista, as empresas problemáticas foram Cil Icec, Dad e Grafitec. Na Vale Fertilizante, a Ebapi e a HC. Na Ultracargo, as empresas Umapei e Emco. Na Brasken, Montec.

Para piorar, segundo ele, a Petrobras não exige mais que as empreiteiras tenham 30% de caldeireiros com recertificação Abraman (Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos). Segundo ele, a medida prejudica os operários que investiram nos cursos Abraman e agora não recebem pela especialização. A diferença salarial entre o portador do certificado e o operário comum é de R$ 800. (Texto: Paulo Passos e Fotos: Vespasiano Rocha, registram assembleias na portaria da RPBC, no primeiro semestre de 2012)

Operários da GM6 em Itanhaém aguardam mesa redonda no MTE

Em greve desde 3 de dezembro, segunda-feira retrasada, os 30 trabalhadores da GM6 Construtora, responsável pela construção do Teatro Municipal de Itanhaém, aguardam a mesa-redonda marcada para terça-feira (18), na gerência regional do Ministério do Trabalho e Emprego, em Santos.

Eles estão parados com base da lei de greve (7783-1989), contra o não pagamento dos salários de novembro, do vale-refeição de R$ 150 e das rescisões contratuais de sete colegas demitidos em outubro.