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Sintracomos vai apurar acidente fatal em Santos

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2013-04-01 -02:00

Sintracomos vai apurar acidente fatal em Santos

O acidente que matou o azulejista Francisco Miguel da Silva, na manhã desta terça-feira (30), no Edifício Ville de France, em construção no bairro Aparecida, Santos (SP), deverá ser esclarecido na quinta-feira (2).

É o que espera o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracomos), Macaé Marcos Braz de Oliveira. Assim que soube do acidente, ele deslocou dois diretores para o local. Ao chegar à Rua Professor Pirajá da Silva, 481, pouco depois da queda, ocorrida às 9h30, do 25º andar, os sindicalistas encontraram a obra fechada e não puderam entrar.

O corpo do operário, de 48 anos, residente no Guarujá, só foi retirado da construção por volta das 13h, e levado para o IML (Instituto Médico Legal), onde permanecia até as 20h30.

O velório acontece no Cemitério da Saudade, na Vila Júlia, bairro Enseada, no Guarujá, onde o sepultamento está marcado para às 16h30 desta quarta-feira (1º).

Aos sindicalistas, um representante da Miramar Empreendimentos Imobiliários, responsável pela obra, disse que um técnico de segurança e um funcionário darão explicações sobre o acidente.

“É muita tristeza”, diz Macaé, lembrando que, no final do ano passado, um operário caiu no mesmo poço do elevador, “em circunstâncias até agora não bem esclarecidas”.

O sindicalista recorda que, naquele acidente, chegaram a levantar a hipótese de suicídio do trabalhador, com informações de que ele estaria tomando remédios controlados para depressão.

“É muita coincidência que, poucos meses depois, outro companheiro caia e morra no mesmo local. Alguma coisa deve estar errada”, pondera o presidente do Sintracomos.

O 3º Distrito Policial de Santos abriu inquérito sobre o acidente no qual o trabalhador, politraumatizado, teve morte instantânea, segundo apurado pelo sindicato.

Falta fiscalização – Na semana passada, Macaé participou de manifestação alusiva ao Dia Internacional das Vítimas de Acidentes de Trabalho (28 de abril), realizada na capital, onde mais uma vez denunciou a falta de auditores fiscais, ressaltando que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tem apenas 18 destes profissionais para atender os 25 municípios da Baixada Santista e Litoral, sendo 16 em Santos, um em Itanhaém e um em São Sebastião. Macaé lamentou que, na Baixada Santista, haja apenas três fiscais para investigação de acidentes de trabalho, sendo um médico, um engenheiro e um ‘faz tudo’. (Texto: Paulo passos. Fotos: Vespasiano Rocha)